Tuesday, May 01, 2007
Escrever sobre qualquer coisa
Como os blogs. Começam-se, escrevem-se algumas coisas por lá, e ainda não sei de nenhum que ainda não tenha terminado. Tudo acaba, mais cedo ou mais tarde, é uma questão de tempo.
O amor, tal como a vida, também acaba. Gostava de viver naqueles livros que li ou naqueles filmes em que chorei por ser tudo tão bonito. Mas até esses livros têm uma última página e os filmes a última cena. depois também acabam.
Não sei o que posso ganhar ao falar disto ou daquilo. Não sou nenhuma escritora, se fosse provavelmente podia fazer com que o que escrevo durasse mais. Que, após alguém ler, fosse pensar nas minhas palavras, dormir nas minhas palavras, brincar, detestar e fazer amor com as minhas palavras. Aí, até esse alguém se esquecer de ter lido isto, eu ia existir.
Cada palavra que escrevo tem outras mil palavras dentro dela. Cada palavra que leio tem outras mil. Gostava de poder pensar menos, mas não dá para parar.
Escrever sobre qualquer coisa...! Acho que para a próxima escrevo sobre o mar e as músicas músicas preferidas. Sobre chocolate quente, batidos e sumos naturais. Essas coisas todas que eu tanto gosto. Hoje.. foi só sobre "qualquer coisa"...
Para a próxima será melhor ;)
Wednesday, April 18, 2007
Rir É O Melhor Remédio
Cada vez mais dou importância ao acto de rir. É bom. Experimentem rodear-se das pessoas/situações mais caricatas e riam. Chorem para dentro e riam para fora. Essa dúvida do “É para rir ou para chorar?” é facilmente resolvida. Riam. Com as vossas desgraças, com as vossas alegrias. Riam. As coisas não estão fáceis mas porquê chorar? Choramos ao nascer, provavelmente iremos chorar ao morrer (ou alguém vai chorar por nós). Cada vez mais a água assume um papel decisivo neste mundo de aquecimento global e nós a contribuirmos para a nossa desidratação? É um desperdício, é quase um crime. Deveria ser punido. Severamente! Quando estivéssemos a chorar deveríamos nos lembrar de como o Marques Mendes se apresentou às crianças aquando uma visita a uma escola. Quando perguntou se sabiam quem ele era e perante a resposta negativa da generalidade dos pequenitates (não é nenhuma piada em relação à altura) ele rematou com um “Sou aquele do ganda noia”. Não é para rir? Riam. Como é que alguém pode chorar num país destes? Somos os maiores. Riam-se com a idiotice mentecapta da extrema direita, é sempre bom ver alguém que opta por não usar o cérebro. Afinal se assim não fosse, de quem nos iríamos rir? Riam-se com os comunas que ainda sonham com o regresso da URSS (aaaaaaaaaah que saudades da cortina de ferro) e que o sistema ideal é o cubano – os que fogem em barcos, canoas e panelas são todos cubanos imperialistas e capitalistas arraçados do Pacheco Pereira que estão fartos de viver num paraíso onde a miséria foi erradicada desde os anos 50. E se a política não vos faz rir porque não olham para a situação económica, ambiental, social, humana do mundo em que vivemos?
RIAM!
Porque independentemente de estarmos a chorar ou a rir, estaremos sempre fodidos. Pelo mundo que está ser farto de ser fodido por nós, pelo governo que tem o direito de nos foder por ter sido eleito por nós, pela criminalidade porque o povo está farto de ser fodido por toda a gente, até pelo pão que cai sempre com a manteiga virada para o chão.
Não tem nada a perder, só boa disposição a ganhar. Quando o vosso patrão vos tiver a foder, riam-se e pensem para vocês mesmos “ahaha cabrão do caralho, já me estás a foder”. Diminui o stress e aumenta a capacidade de recuperação. Se nos rirmos das nossas desgraças talvez nos leve a agir sobre elas em vez de ficarmos no nosso canto a chorar por sermos uns coitadinhos que não temos sorte nenhuma.
Aceitem o facto que estamos por cá para sermos encavados por tudo e por todos (e para encavar também) e para aprendermos com as encavadelas. Mais que não seja para aprender a rir.