Monday, June 07, 2010

O Processo

Vou-vos explicar o processo deste blog, semelhante com alguns dos que tenho mas algo único devido à sua característica mais mundana e pessoal. Quando surge o momento de aqui escrever, mais ou menos previsto nos ciclos das estrelas, coloco a mim mesmo a questão:

"Ora o que é que me apetece falar comigo mesmo?"

Sei que a audiência é inexistente, mas é algo que não me incomoda e contra a qual não faço puto (sempre quis dizer isto) contra. Então a melhor forma é falar comigo mesmo, já que uma das minhas metas é o auto-conhecimento para melhor evolução psíquica e espiritual. Acaba por ser o objectivo em tudo o que faço, embora admita mais nuns que outros. Luto e procuro dentro de mim por novas perguntas. Perguntas e mais perguntas, até as esgotar. Por completo. Mas mais do que as esgotar, o objectivo é esgotar por completo a necessidade de as fazer. Atingir aquele estado fugaz de consciencialização universal que nos faz apenas... ser.

Não sabemos, não queremos saber. Apenas somos. UM. Completo. É certo que ter apenas este processo para atingir esse fim é para lá de patético, mas o caminho é feito de múltiplas escolhas, múltiplas dificuldades e múltiplas ajudas. Qualquer um deles é válido se nos levar ao destino, qualquer um deles é válido se for mais um passo, por mais pequeno o que seja, na direcção do caminho. Tudo é caminho. E este é o verdadeiro processo.

Wednesday, April 28, 2010

Haverá Realmente

É o que todos nos acabamos por perguntar a uma certa altura da nossa vida. Nesta casa é suposto as coisas serem terra-a-terra embora elas venham da alma mas até mesmo no preto e branco as coisas fogem para o cinzento. A grande área indefinida que surge quase sempre inesperadamente. Tudo porque tem que haver um sentido, algo que nos faça parar de questionar. Ou pelo menos a sentir que ilusoriamente se tem um sentido delineado. Ninguém nos poderá indicar, ninguém nos poderá dizer o que sentimos a não ser nós próprios. Sentimos o sentido, com ou sem sentido. Mas o que é mais engraçado é que mesmo esse sentido, pessoal e preferencialmente intransmissível, nos é desconhecido. Temos demasiadas coisas em que pensar, demasiadas distracções que não nos permitem parar. A inércia pode trazer o aborrecimento para os despreparados mas é a oportunidade ideal para conseguir olhar para dentro. Anda-se uma vida toda à procura do sentido na natureza, nas pessoas, nas coisas e até de espelhos.

Apaguem as luzes.

E vejam... se há realmente um sentido.